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terça-feira, 6 de agosto de 2024

Editorial Moura Pinto

 





Durante a sessão solene comemorativa da elevação do Barril  de Alva à categoria de Freguesia  foi reconhecida  a colaboração da Editorial Moura Pinto, com sede em Coja. Na imagem, o presidente da Câmara Municipal de Arganil, Luís  Paulo Costa, na presença do presidente da Assembleia da União de Freguesias de Coja e Barril de Alva, Carlos Cerejeira,  entrega ao presidente da Editorial Moura Pinto, Carlos da Capela, uma peça decorativa alusiva ao ato
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segunda-feira, 29 de julho de 2024

UM SÉCULO DE BARRIL DE ALVA

Homenagem ao promotor da extinta Freguesia do Barril de Alva.
Obra de arte oferecida pela EDITORIAL MOURA PINTO,  que tem sede em Coja.
Placa descerrada pelo  presidente da Câmara Municipal de Arganil, Luís Paulo Costa, com a presença do executivo da União de Freguesias de Coja e Barril de Alva (João Tavares, João Gouveia e Isabel Guarda), Carlos da Capela, em representação  da Editorial Moura Pinto, e Comunicação Social 

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Intervenção do último presidente da Junta de Freguesia durante as comemorações do

CENTENÁRIO DA ELEVAÇÃO À CATEGORIA DE FREGUESIA DO

BARRIL DE ALVA

  Minhas senhoras e meus senhores:

 Estou grato pelo privilégio de celebrar convosco o CENTENÁRIO DA ELEVAÇÃO À CATEGORIA DE FREGUESIA DO BARRIL DE ALVA.

 De forma sucinta e breve, desejo realçar os desígnios do povo e a influência de ilustres personalidades que estiveram na génese da independência administrativa desta

 “pitoresca aldeia dos arredores de Coimbra” -  “uma terra que Deus ajardinou para estância de repouso”,

 como referiu, qual profecia, a revista brasileira “LUSITÂNIA” de 16 de janeiro de 1931.

 Cem anos volvidos, à solenidade deste momento, importa juntar singela homenagem aos nossos antepassados - dos primórdios de que há conhecimento, desde 1527 à atualidade, pelo merecimento do amor pátrio ao torrão natal.

 O tempo é de memórias, algumas preservadas no aconchego da Casa / Museu - espaço simbólico dedicado ao progresso do Barril de Alva pelo empenho e dedicação dos seus filhos, de forma individual ou agregados a instituições de caráter regionalista, alindando-a, tornando-a aprazível, agradável à vista, conhecida e prestigiada.

 A história dos cem anos do Barril de Alva confunde-se com…

  - a  antiguidade da Quinta de Santo António,

 - o bem-fazer dos Nunes dos Santos, clã dos Freires e Joaquim Mendes Correia de  Oliveira,

 - o prestígio da sua centenária Filarmónica,

 - a solidariedade da União e Progresso do Barril de Alva (UPBA), que ocupou em 1935 o espaço embrionário da Comissão de Iniciativa e Embelezamento do Barril de Alva (CIEBA),

 - o exemplo da “Comissão para os Melhoramentos e Beneficência do Barril de Alva”, com sede em Lisboa, criada no dia 9 de abril de 1925 com a particularidade de ser composta apenas por senhoras,

 - o prestígio de uma mão cheia de barrilenses, pelo seu desempenho cívico e profissional em áreas específicas, longe das fronteiras da Serra do Açor, como atesta alguma da documentação exposta na Casa / Museu.             

 Neste dia, não posso deixar de enaltecer António Inácio Alves Correia de Oliveira, AIACO – sem a sua profícua dedicação à nobre causa que nos juntou na mesma paixão de sonhar o Barril de Alva próspero e pujante de vida não era possível alinhavar com algum rigor o que escreveu sobre as gentes da nossa terra, acentuando como nenhum outro

 ... as belezas e superioridade desta aldeia ribeirinha do Alva - Alberto Martins de Carvalho,  "A Comarca de Arganil",1934, do texto

UMA TERRA DA BEIRA”.

A finalizar, manda a consciência que recorde a composição da primeira Junta de Freguesia, eleita em 21 de setembro de 1924:

 Albano Nunes dos Santos, José Coelho Nobre, António Brito Simões, José Maria de Paiva e José Martins de Carvalho.

 Interinamente,  foi nomeado regedor Joaquim Jacinto Coelho Nobre.

Termino com respeitosa vénia aos homens e mulheres que fizeram parte dos sucessivos executivos da Junta de Freguesia do Barril de Alva, desde 1924 até aos eleitos do último quadriénio de 2009/2013, que tive a honra de liderar com a solidariedade, dedicação, competência e espírito de equipa de personagens dos meus afetos:

 - João Gouveia (secretário),

- Constantino Moura (tesoureiro), e ainda

- Armando Bernardo, que presidiu à Assembleia de Freguesia.

 Bem hajam por tudo.

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 C.A.R. 25 de julho de 2024

sexta-feira, 23 de julho de 2021

A beleza dos sonhos

 O Barril de Alva cresceu tanto que passou a ser … tão grande como outra terra qualquer…”.



Depois da construção da ponte sobre o rio Alva, a importância da freguesia do Barril de Alva, como referido em apontamento anterior, alterou o contexto autárquico local, como reconhece o site “Miradouro de Vila Cova” ”(https://miradourodevilacova.blogs.sapo.pt/subsidios-para-a-historia-de-vila-cova-1263095):

“(…) Vila Cova tinha, em 1860, 1306 moradores e em 1920, 1364 moradores. A partir de 1924, com a desanexação da povoação de Barril do Alva, a população de Vila Cova diminuiu para metade e não mais recuperou (…)”.

Não são conhecidos números concretos sobre a população residente na nova freguesia no ano da sua independência administrativa (1924), mas em 1930, segundo os censos, o Barril de Alva tinha 474 moradores. Em 1940, 508; em 1950, 510; em 1960, 491. Em 1970, 430, e no ano de 1981 os números voltaram a subir: 468 habitantes.
A partir de então, a população do Barril de Alva caiu para números modestos: em 1991, 383. em 2001, 386 e em 2011, 281…
Os anos de glória da nova freguesia justificam uma “viagem no tempo” para recordar os alicerces de uma aldeia airosa e soalheira, provida de seis ou sete estabelecimentos comerciais (mercearias, padarias, tabernas, talho, venda de tecidos, e acessórios técnicos, etc), telefone e posto dos correios, fontanários públicos, cemitério, quantidade razoável de mestres carpinteiros e pedreiros, ferreiro, sapateiro, barbeiro, moleiros, madeireiros e, em maior número, trabalhadores rurais.
A Filarmónica era - e continua a ser! - a “menina bonita” dos barrilenses; o “rancho das Rosas” e o “Orfeon da Filarmónica”, durante algum tempo, foram uma opção de entretenimento. E havia a Casa do Povo, local dos “bailes mandados” (com a obrigatoriedade de os cavalheiros levarem “as meninas ao bufete”…), sem esquecer as feiras francas e festas religiosas anuais, que eram três – uma delas tinha desfile organizado em dia de merenda no Parque da Ponte, ao som da Filarmónica que brilhava nos acordes da “Marcha do Barril”…
A Escola Primária pública, com duas salas e residência para professores, era o orgulho das gentes da terra. Liam-se jornais, nacionais e regionais, como o Diário de Notícias, A Comarca de Arganil e o Jornal de Arganil. José Valentim era um dos conceituados correspondentes da Imprensa e António Inácio Alves Correia de Oliveira, A.I.A.C.O., o mestre na arte de poetizar a escrita, dinâmico e sonhador de um Barril de Alva maior, sempre maior!
Na ausência de viaturas particulares, os transportes públicos davam conta das necessidades de quem tivesse de se deslocar à sede do concelho, Arganil, ou a Coimbra.
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Como foi possível tamanho desenvolvimento em tão curto espaço de tempo? 
Com exemplos como este:

- “Comissão Executiva da Câmara Municipal de Arganil, de 11 de março de 1920.
“Tendo-se apresentado nesta sessão o cidadão Albano Nunes dos Santos, do Barril, declarou que fazia entrega à Câmara dum cemitério construído naquele povo por seu irmão Abílio Nunes dos Santos, em terreno de António Freire de Carvalho e Albuquerque (…)”

A benemerência de alguns cidadãos, de forma individual ou associados na União e Progresso do Barril de Alva, construiu um movimento regionalista ímpar na região!
… E o Barril de Alva cresceu, cresceu tanto que passou a ser “… tão grande como outra terra qualquer…”.

“Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura (…)”
Alberto Caeiro
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