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segunda-feira, 19 de maio de 2025

Quinta de Santo António, Barril de Alva - o começo de (quase) tudo


 

Ancestrais de José Freire de Carvalho Lopo e Albuquerque

 

 

Simão Marques de Sequeira ca 1641

 

Águeda Nunes ca. 1640-1683

 

 

 

 

 

 

 

 

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Luís Marques de Sequeira ca 1678-1757

 

Engrácia Luísa Freire de Faria Geada 1727

 

 

 

 

 

 

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- 1749 -

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Bento José Freire de Faria de Sequeira Geada 1753-1768

 

Isidora Bernarda Joaquina das Neves e Abreu 1738

 

 

 

 

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José Freire de Sequeira Coelho Neves de Faria Geada Costa de Abreu †1855

 

Maria José do Carmo de Sampaio e Albuquerque

 

 

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José Monteiro de Abreu Lopo †1907

 

Maria José Freire Cortes de Carvalho e Albuquerque 1822-1890

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José Freire de Carvalho Lopo e Albuquerque 1839-1916

 

quarta-feira, 9 de abril de 2025

Descendência de Brás Garcia de Mascarenha na História do Barril de Alva





Em busca das origens do Barril de Alva, li (e reli!) dezenas de páginas que referenciam personalidades ligadas à “Casa do Barril”, vulgarmente conhecida por Quinta de Santo António.
O Barril (de Alva) está umbilicalmente ligado à antiquíssima Vila Cova de Alva; como não podia deixar de ser, debrucei-me sobre a sua História e, a dado passo, encontrei uma figura “conhecida” de outras buscas:
Bento José Freire de Faria de Sequeira Geada, filho de José Freire de Sequeira Coelho Neves de Faria Geada Costa de Abreu, senhor da Casa do Barril, nasceu no dia 13 de janeiro 1753 e faleceu com apenas quinze anos, em 1768, deixando viúva Isidora Bernarda Joaquina das Neves e Abreu, nascida no dia 6 de junho de 1738 em São Martinho do Bispo.

 OS PRIMEIROS (?) "FREIRES"
Estas figuras da História devem ser os primeiros “Freires” de uma longa lista dos “senhores da Casa do Barril”, a quem se iriam juntar os “Albuquerques” vindos de longe, como é dito num outro texto”:
(...) Convém esclarecer que estes Albuquerques não são os tratados neste tópico (Albuquerques de Côja). Os do Barril vieram diretamente de Tourais (Seia) em meados do séc. XIX e constituem um ramo dos da Casa do Arco em Viseu, sobre os quais há muita literatura”.
Perante estes dados, é de concluir que:
- 1. A Casa do Barril, provavelmente, foi construída nos finais do século XVII;
- 2. O clã dos “Freires “ eram os seus donos e senhores.

DEPOIS, CHEGARAM OS "ALBUQUERQUES"
Os passos seguintes, por mero acaso, levaram - me ao encontro de uma insigne personalidade da História de Portugal: Brás Garcia de Mascarenhas - aventureiro, guerreiro e poeta, autor do poema épico "Viriato Trágico - nasceu e morreu numa das vilas mais bonitas do vale do rio Alva -Avô (03 -02-1596 / 08 -08-1656).
A leitura de parte da obra “BRÁS GARCIA DE MASCARENHAS: estudo de investigação histórica”, do dr. António de Vasconcelos, publicado pela Imprensa da Universidade de Coimbra em 1922, encaminhou-me para um capítulo onde consta que:
"(...) o Dr. Simão Garcia de Mascarenhas, que foi casar em Tourais com D. Catarina Garcia; deste casal descendem os Albuquerques das casas do Barril , do Arco (Viseu) e das Obras (Seia), etc (…) .
Chegado a este ponto, foi fácil encontrar o “fio à meada”:
- “O filho (de Bento José Freire de Faria de Sequeira Geada) dr. José Freire de Faria Sequeira Coelho, capitão-mor de Vila Cova, (morreu em 1855), casou com D. Maria do Carmo de Sampaio de Albuquerque, natural de Tourais, concelho de Seia. Após o casamento, foram residir para a casa dos seus pais na Quinta de Santo António em maio de 1831...

Excerto do texto:

“BRÁS GARCIA DE MASCARENHAS: estudo de investigação histórica”,
do dr. António de Vasconcelos, publicado pela Imprensa da 
Universidade de Coimbra em 1922

“(…) Lá vivia em Folhadosa, entre outros parentes, António Garcia, filho de Marcos Garcia e de Elena Esteves do Ervedal, e neto do velho Marcos Garcia de Mascarenhas e de Brites Marques. Casara com sua prima Ana Marques, de Torrosêlo, que na época da chegada de Brás já ha\ia tido seis filhos, cinco dos quais eram vivos; e ainda vieram depois aumentar a família mais dois, o PVancisco e o Simão. Passando em silêncio os mais velhos, de quem descendem os actuais representantes de algumas famílias distintas da Beira; notarei que Francisco Garcia de Mascarenhas, nascido poucos meses depois do regresso de seu primo Brás Garcia, veio a casar aos 40 anos de idade, a 10 de outubro de 1678, com D. Maria Coelho de Sousa, de Seia ^,e fundou o importante vínculo de Folhadosa, cujos bens hoje pertencem ao senhor António Vieira de Tovar de Magalhães e Albuquerque (Molelos)," neto por varonia de Francisco Garcia de Mascarenhas, de quem descende também, mas por linha feminina, o compilador destas noticias. O mais novo dos irmãos era o Dr. Simão Garcia de Mascarenhas, que foi casar a Tourais com D. Catarina Garcia; deste casal descendem os Albuquerques das casas do Barril, de Freinêda, do Arco (Viseu) e das Obras (Seia), etc (…)
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CR
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ÁRVORE GENEALÓGICA


sábado, 25 de junho de 2022

Últimos "senhores da Casa do Barril"


 Figuras principais com vínculo ao Barril a partir de 1753

- Luís Marques de Sequeira, natural de Vila Cova foi capitão-mor da dita vila. Faleceu em 21 de novembro de 1757.

Foi casado com D. Maria Madeira de Sequeira, em primeiras núpcias, e a segunda vez com D. Engrácia Luísa Freire Faria Geada, natural de Folques.

...Do segundo casamento nasceu no Barril em 21 de janeiro de 1753, (existe outra referência que aponta Vila Cova de Sub – Avô)

- Bento José Freire de Faria Geada; como seu pai, foi capitão-mor de Vila Cova e morreu em 22 de outubro de 1832. Teve brasão de armas dado por D. Maria em 8 de novembro de 1785. Foi casado com  D. Isidora Bernardo Joaquim de Abreu, natural de Paranhos, concelho de Seia.

Ambos eram herdeiros do Vínculo do Barril (Quinta de Santo António).

Quando casaram foram residir na Quinta de Santo António, deixando a sua casa de Vila Cova.

O filho,   dr. José Freire de Faria Sequeira Coelho, também foi capitão-mor de Vila Cova e morreu em 1855. Foi casado com D. Maria do Carmo de Sampaio de Albuquerque, natural de Tourais, concelho de  Seia. Após o casamento Foram residir para a casa dos seus pais na Quinta de Santo António em maio de 1831.

- D. Maria José Freire Cortês de Carvalho e Albuquerque, filha do casal, senhora do Vínculo da Quinta de Santo António, nasceu em 1822,  no Barril,  e faleceu  a 13 de Fevereiro de 1890 - em Folques. Foi casada com seu primo em segundo grau José Monteiro de Abreu Lopo, natural de Casais do Campo, São Martinho do Bispo, Coimbra. Esta senhora foi viver para Folques quando o seu filho, José Freire de Carvalho e Albuquerque, se casou e ficou a residir na Quinta de Santo António.

- José Freire de Carvalho e Albuquerque foi pessoa de prestígio no concelho de Arganil, como nobre fidalgo e pelas qualidades do seu caráter. Exerceu as funções de Presidente da Câmara do concelho em 1903. Nasceu no dia 8 de abril de 1839, e faleceu em 4 de janeiro de 1916. Foi casado com D. Maria Emília Freire de Amorim Pacheco, do Sarzedo.

Do casamento nasceram dois filhos:

- António Freire de Carvalho e Albuquerque, nasceu na Casa do Barril a 29 de dezembro de 1892, e faleceu em Lourenço Marques, Moçambique, a 7  de janeiro de 1968. Foi o último senhor da “Casa do Barril”/Quinta de Santo António. 

- José Monteiro de Carvalho e Albuquerque, nasceu na Casa do Barril a  9 de janeiro de 1867, e faleceu a 1  de outubro de 1929 na Casa  do Boiço, Oliveira do Conde.

* Foi o fundador da Filarmónica Barrilense em 1894.

* No 12 de julho de 1931 foi inaugurado o “Cine Teatro Barril de Alva”, criado e mantido por si.