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| Rio Alva - roda de alcatruzes no lugar conhecido por "Maria Gil |
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terça-feira, 7 de março de 2023
quarta-feira, 8 de junho de 2022
Os romanos andaram por aqui...
Sabe-se que os povos antigos, designadamente os Romanos, exploraram o ouro no leito e nas margens do Rio Alva.
No Barril de Alva, na margem direita do rio, na Área de Serviço e Pernoita para Autocaravanas, ainda existem milhares de pedras redondas (calhaus) que formam uma CONHEIRA - (…) local onde foram amontoados seixos rolados resultantes do trabalho de exploração mineira do ouro pelos Romanos(…) - “e que muito úteis foram na construção da estrada do Barril para Coja “(António Inácio Alves Correia de Oliveira (AIACO) - “ A Comarca de Arganil”
Pela leitura de inúmeros estudos é possível localizar zonas onde surgem (…) testemunhos das lavarias de ouro em que as terras eram lavadas e as pedras redondas (calhaus) arrumados como escombros (…).
O semanário “Campeão das Províncias”, na edição do dia 26 Agosto de 2016, com o título “Ouro - Maior área mineira de ouro do Portugal romano encontra-se ao longo do Rio Alva, no concelho de Arganil", divulgou (…) a investigação sobre mineração antiga, efetuada por investigadores do CEAACP da Universidade de Coimbra e do Consejo Superior de Investigaciones Cientificas – Madrid (…), e salientou: "(…) Os restos que revelam os trabalhos mineiros de época romana concentram-se no concelho de Arganil, ao longo do Alva, sendo esta área mineira particularmente extensa junto a Coja. Entre os vestígios arqueológicos descobertos também se encontram os de um possível acampamento militar romano" (Lomba do Canho).
Jorge de Alarcão refere a exploração mineira do Alva, colocando algumas questões relativamente à época da sua exploração, “Nas margens do rio Alva, entre Vila Cova e a confluência do Alva e do Mondego (…)" – Direção Geral do Património Cultural.
Trabalho de excelência foi elaborado pela doutora Carla Maria Braz Martins, da Universidade do Minho, Braga, em 2008, sobre A EXPLORAÇÃO MINEIRA ROMANA E A METALURGIA DO OURO EM PORTUGAL, "(…) principalmente nas margens do rio Alva (vale de Arganil)" - página 45.
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*Texto publicado no blog "Terras do Alva" em julho de 2017
sábado, 25 de setembro de 2021
Rio ALVA, ALBA ou ALBULA
O Rio Alva como foi descrito por Pinho Leal*
“Nasce na serra da Estrella, de uma das lagôas que estão no alto da Serra. (Vide Estrella).
Principia o seu curso no sitio da Cabreira. Perde o nome no sitio de Porto de Boi, e d'ahia uns 80 metros, no sitio de Summo, se esconde por baixo da terra, tornando a sahir na ponte de Caniços.
É um tunel natural, onde a luz penetra por oculos, também naturaes.
Abaixo d'esta ponte se lhe junta o ribeiro de Sabugueiro, tendo próximo uma ponte de pedra.
Aqui se espaira e forma o grande Pégo de Pedro Gil, e por baixo tem outra ponte de pedra, próximo a Villa-Cóva da Coelheira. Até aqui as suas águas são inutéis por correrem muito fundas, por entre penhascos; mas d'aqui para baixo principiam a ser aproveitadas em moinhos e regas.
Passa a villa de Sandomil(a 18 kilometros da origem do rio), e vae até á villa da Feira(não á villa da Feira provincia do Douro, mas á da Beira), daqui á vila de Avô, onde têm uma ponte de pedra, e d'aqui passa a famosa ponte de Villa Cova de Sub-Avô, vae a Cója, onde têm outra ponte, e ahi recebe a ribeira de Cója. Passa a aldeia de Serzêdo, onde se junta o ribeiro d'este nome, e vai até aos Furados.
Chamam os Furados a um boqueirão, que abriram, por baixo de uma serra, para regarem campos. Aqui desce a agua por um cachão, de desmedida grandeza, fazendo tamanho estrondo, que se ouve a grande distância. Todo este aqueduto subterrâneo é obra dos arabes, e quasi todo aberto a picão, em rocha viva. A pesca que se faz n'estes Furados é immensa de verão.
Antigamente era todo o peixe dos condes de Pombeiro, que eram os senhores da terra.
D'ahi vae a Valle de espinho, onde têm uma ponte de um só arco, mas de maravilhosa architectura.
Morre na esquerda do Mondego, na Foz do Alva. Cria bastante peixe e até á Foz do Alvachegam lampreias e saveis; mas poucos, e só até onde o rio não têm açudes.
Têm 60 kilometros de curso.
As escarpadas margens d'este rio tem muitas minas de oiro, que os romanos e árabes exploraram, do que há muitos vestigios evidentes junto á ponte de Murcella e Moura Morta (foral de D. Afonso Henriques no ano de 1151).
Suas areias ainda ás vezes trazem palhetas de oiro”.
-*Pinho Leal
Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal foi um militar português mais conhecido por historiador, pela sua monumental obra corográfica: «Portugal Antigo e Moderno», em 12 volumes, publicados em Lisboa pela Livraria Editora de Mattos Moreira entre 1873 e 1890. Wikipédia
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