A Casa do Barril, ou Quinta de Santo António, surge referida pela primeira vez — tanto quanto se sabe — num pequeno texto datado de cerca de 1720, onde se afirma que “os seus proprietários eram donos de terras até ao rio”, incluindo a Quinta do Urtigal, então integrada na “freguesia de Vila Cova de Sub-Avô”. A menção encontra-se no volume XI de Portugal Antigo e Moderno, publicado em 1886.
Importa sublinhar a referência à Quinta do Urtigal. A.I.A.C.O., nas suas deambulações históricas, admite a possibilidade de esta Quinta ser anterior ao povoamento do lugar do Barril.
Hoje, retomar o tema da Quinta do Urtigal sem o ilustrar parece-me pouco sensato. A única imagem que chegou às minhas mãos esclarece muito pouco sobre o espaço habitacional e os terrenos contíguos, embora destaque os moinhos de água. Contudo, com a ajuda da IA, confirmam‑se os relatos dos antigos residentes da extinta freguesia do Barril de Alva.
Permanece a dúvida essencial: quem nasceu primeiro? O lugar do Barril, já presente no cadastro populacional de 1527 com cerca de uma dezena de habitantes, ou a Quinta do Urtigal, cuja existência documentada — e possivelmente anterior — continua envolta em silêncio histórico?
CR
