SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DO BARRIL DE ALVA - FONTES: ”AIACO” - A COMARCA DE ARGANIL- GENI.COM - CLARINDA GOUVEIA - P. ANTÓNIO DINIS - “ECOS DO ALVA” – U.P.B.A.

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Nunes dos Santos & Cª ...

 

In https://restosdecoleccao.blogspot.com/ com a devida vénia

"..." em 1888, com menos capital - apenas 600 mil Réis - os irmãos JOAQUIM NUNES DOS SANTOS (1860-1912) e ABÍLIO NUNES DOS SANTOS (1867-1946) tinham criado a firma «NUNES DOS SANTOS & Cia.», instalando-se na sobreloja do número 12 da Travessa de São Nicolau a explorar o negócio de Importação de rendas e bordados.

domingo, 30 de outubro de 2022

Estandarte da Filarmónica - hora de "ver o sol"


 O primeiro estandarte da Filarmónica, oferecido em junho de 1913 pela colónia do Barril residente em Lisboa e Margem Sul do Tejo, ontem, dia 29 de outubro de 2022  foi posto a descoberto - coisa rara    em  cem anos de vida! -  depois  de colocado na sala/museu Bento Suzano, a propósito do  aniversário da Associação Filarmónica Barrilense, a comemorar nos próximo dias  5 e 6 de novembro

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

José Custódio Gomes - político, sindicalista e autarca




Um Idealista convicto, pelo uso persistente da palavra e do gesto, pode transformar um modesto operário num líder, dos que “conquistam a sua autoridade por meio da compreensão e confiança” - (Klaus Balkenhol).
José Custódio Gomes, natural do Barril de Alva, foi um desses homens.
Tempos atrás, o meu amigo António Figueiredo (Tonecas), presidente da U.P.B.A., falou-me dele e de como levou à prática o ideal socialista, a ponto de ser reconhecido pelos seus pares como exemplo a seguir. Agora, o Tonecas, foi portador de um recorte da “Comarca de Arganil” onde AIACO, no seu “Cantinho barrilense”, de 31 de janeiro de 1970, resume a história de um dos nossos conterrâneos - político, sindicalista e autarca.
Tudo começou nos tempos da monarquia…
Dizem as palavras escritas no antigo “Século”, "Diário de Notícias" e “A Comarca de Arganil”, que "... José Custódio Gomes era irmão de António, Manuel, Albano e Adriano, todos barrilenses. Foi para Cacilhas, Almada, ainda jovem, abraçou a profissão de corticeiro, e aí constituiu família.
“Como republicano, desde 1884, e depois como socialista, foi um dos fundadores do Centro Republicano de Cacilhas e fundou a Associação dos Corticeiros. Fez parte de diversas vereações, antes e depois da proclamação da República, tendo sido também, em determinado período, administrador de concelho".
Faleceu no dia 2 Abril de 1929. O funeral foi acompanhado por mais de 500 pessoas.
A sua memória ocupa lugar de destaque na história do concelho de Almada e, porque não, na história da nossa terra…” - escreve AIACO.
José Custódio Gomes  é uma das "Figuras Ilustres” da casa/museu “OS BARRILENSES SÃO ASSIM”.

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Alargamento da rua U.P.B.A. em 2013

Entre outras intervenções de inequívoca importância na vida da comunidade do Barril de Alva, o alargamento da rua União e Progresso do Barril de Alva, junto à "casa do Gens", ao Casal Cimeiro, é referência maior do desempenho das competências do último executivo da Junta de Freguesia do Barril de Alva, "...extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada à freguesia de  Coja para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Coja e Barril de Alva com sede em Coja" (Wikipédia).
O problema do trânsito no local levou décadas a ser resolvido. Em 2013, através do diálogo, foi possível sensibilizar a proprietária do edifício, que anuiu às pretensões do executivo da Junta de Freguesia (e da população, naturalmente...).
A obra foi executada no começo do primeiro mandato do executivo da União de Freguesias de Coja e Barril de Alva.


terça-feira, 9 de agosto de 2022

AABA: "chegou o carteiro"



Como barrilense  e  “decorador da montra” que é a Casa/Museu, onde se guardam memórias - das que se perdem no tempo se não forem preservadas em letra de forma, ou através de imagens sentimentais, de uma ou outra peça de culto, ou como personalidades de reconhecido gabarito sem as quais a minha aldeia nunca teria passado de um “sítio” sem merecimento no mapa de Portugal - decidi por conta própria divulgar o singelo espaço museológico, inaugurado no passado dia 24 de Julho, essencialmente junto de duas “famílias”: a barrilense e a comunidade AABA.
A maioria dos Autocaravanistas Amigos do Barril de Alva, permanece fiel ao gosto de viajar, embora ausente (?) da “casa mãe”. Tentar o seu regresso, ainda que esporádico, fez com que ativasse a “distribuição de correio, porta a porta”…
No topo da missão a que me proponho, não com a frequência de outros tempos e sem qualquer interferência na gestão da ASA local (da competência da União das Freguesias de Coja e Barril de Alva), “ faço de carteiro”, escrevo e envio “cartas”- cartas “amorosas”, é bom de ver, dado que o assunto é - será! – o Barril de Alva, “…no desejo de melhorar a terra onde nascemos, que é, para os nossos olhos, muito diferente das outras” - Alberto Martins de Carvalho, “irmão” barrilense, nas décadas de 20 e 30 do século passado um dos grandes vultos intelectuais de Coimbra, privando com nomes como Miguel Torga (a quem apresentou Fernando Vale), Paulo Quintela, Vitorino Nemésio, José Régio e outros.
Na verdade, aos olhos da alma, a nossa terra “é sempre a mais bonita e melhor” do que qualquer outra...
Volto a Alberto Martins de Carvalho, patrono da Biblioteca de Coja.
Em 1934, escreveu no Jornal "A Comarca de Arganil", um artigo que intitulou "Uma Terra da Beira", a propósito do desenvolvimento do Barril Alva, de onde respigo uma pequena parte:
“…porque me falta o à vontade ao escrever sobre Barril d’Alva, coisa parecida a lançar a público um autoelogio…
Salva-me em parte o facto de haver lá, como noutras povoações, um grupo de homens dedicados e voluntariosos que se deram o encargo de tornar conhecido o que há de bom, o que se faz, o que deve ainda fazer-se.
Esse “Secretariado de Propaganda Local” poupa-me o trabalho ingrato de contar – melhor seria dizer “cantar”… - as belezas e superioridade desta aldeia ribeirinha do Alva. Muito louvavelmente se vão desempenhando de tal missão e reconheço que a gratuidade dos seus esforços não é isenta de sacrifícios, de dissabores”. *
- ”Quem faz o pode, faz o que deve”, repetia vezes sem conta o mestre Fernando Vale.
… e é “isto”, o assunto desta “carta”.

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Calbertoramos

sábado, 6 de agosto de 2022

O casamento


A imagem, além de deteriorada, não tem anotada qualquer referência que permita a sua identificação. Sabe-se que retrata um casamento no Barril de Alva, mas como os noivos estão "meio sumidos", não será por aí que os vamos “descobrir”– talvez algum dos participantes possa ser lembrado pela nossa querida conterrânea Clarinda Gouveia, mulher de muito saber no que a à comunidade barrilense diz respeito.
Esperamos que este “subsídio para a História do Barril de Alva” possa ter lugar na Casa/Museu, que se pretende dinâmico, de acordo com as suas caraterísticas…
De notar, no retrato, a presença de um tocador de concertina, sinal de festa rija!

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Casa/Museu do aconchego de memórias

Breves notas

A União e Progresso do Barril de Alva e a Sociedade Filarmónica Barrilense, em sintonia com os sentimentos de quem entende que o arquivo documental de António Inácio Alves Correia de Oliveira, AIACO, e o resultado de pesquisas posteriores sobre o passado do Barril de Alva, devem ser preservados e tornados públicos, decidiram restaurar a antiga “Casa do Ensaio” da Filarmónica e transformar o espaço num local esteticamente agradável à vista, onde o aconchego das memórias é a base da decoração.
- Visitantes sem raízes no lugar, vão conhecer “o milagre” das grandes obras realizadas no Barril de Alva num curto espaço de vinte anos…
- Os “filhos da terra” e quem, pela força do amor e paixão, se considera membro desta enorme e honrada família barrilense, irão encontrar apontamentos pouco conhecidos, mas  relevantes no progresso deste lugar, plantado na margem direita do rio Alva.

- Como escreveu em 1934 Alberto Martins de Carvalho, barrilense ilustre, que privou de perto com figuras como Miguel Torga (a quem apresentou Fernando Vale), Paulo Quintela, Vitorino Nemésio, José Régio e outros:
-“O mundo não tinha que achar mal que eu mostrasse como esta aldeia ignorada já entrava no cadastro da população de 1527 com a sua dezena de habitantes…
*
O acervo da Casa/MuseuOS BARRILENSES SÃO ASSIM” permite "viajar" ao tempo de ilustres e solidárias personalidades com “vistas largas” sobre esta “pitoresca aldeia dos arredores de Coimbra”, “…uma terra que Deus ajardinou para estância de repouso (revista “Lusitânia”, Brasil, 1930 e 1931).
O pretexto para visitar esta Casa/Museu pode estar diluído entre a curiosidade e a satisfação de conhecer “os passos” de ilustres antepassados, pelas suas qualidades e competências – talvez um familiar que integrou o primeiro grupo de filarmónicos, em 1894, um tocador de guitarra, em data anterior, alguém com ideias revolucionárias no “tempo dos Reis”; talvez um companheiro de João Brandão, um capataz da Quinta de Santo António, um tetravô moleiro no rio Alva, um ator /atriz do Grupo Cénico (no tempo do maestro João Vinagre), ou do Grupo de Teatro do Barril de Alva (no tempo do mestre Vidal), depois da revolução de Abril…

Talvez não saiba que…
- em 1721 o Barril tinha três ermidas
- em 1922 foi inaugurado o “Centro Comercial do Barril”
- em 1931 foi inaugurado o “Cine Teatro Barril de Alva”
- em 1938 a publicidade sobre o Barril de Alva, divulgada em Lisboa, referia:

VISITEM O BARRIL DE ALVA
ONDE NÃO FALTA

LUZ ELÉTRICA.
ESTAÇÃO POSTAL
CABINE TELEFÓNICA
CINE TEATRO
RECINTOS APRAZIVEIS E PITORESCOS
CONCERTOS PELA FILARMÓNICA BARRILENSE
CASA DO POVO COM ENTRTENIMENTOS
BIFURCAÇÃO DE ESTRADAS
ESPLÊNDIDOS MEIOS DE TRANSPORTE
E AS AFAMADAS ÁGUAS DO URTIGAL

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Urtigal à imagem da minha infância


O meu sítio, Barril de Alva, tem recantos que, fosse eu poeta, havia de imortalizar em palavras nunca somadas em verso, com ou sem rima - bastaria que, em mim, houvesse engenho e arte para transformar o belo do pensamento, impossível de publicar...
O Urtigal exerce tal fascínio que me transporta nos silêncios de quando me sinto solitário, voluntariamente abandonado
Aqui, no Urtigal, nem solidão, nem abandono - basta o rio que me remete para curtas memórias de infância.
- O rio, o "meu rio", sempre de barriga cheia nesse tempo, tinha barulhos inexplicáveis. É por isso que "pinto o caneiro" em tons  escuros. 
Possivelmente contínuo criança...
CR
*
-"terras do Alva", 18 de julho de 2012