quinta-feira, 20 de outubro de 2022

José Custódio Gomes - político, sindicalista e autarca




Um Idealista convicto, pelo uso persistente da palavra e do gesto, pode transformar um modesto operário num líder, dos que “conquistam a sua autoridade por meio da compreensão e confiança” - (Klaus Balkenhol).
José Custódio Gomes, natural do Barril de Alva, foi um desses homens.
Tempos atrás, o meu amigo António Figueiredo (Tonecas), presidente da U.P.B.A., falou-me dele e de como levou à prática o ideal socialista, a ponto de ser reconhecido pelos seus pares como exemplo a seguir. Agora, o Tonecas, foi portador de um recorte da “Comarca de Arganil” onde AIACO, no seu “Cantinho barrilense”, de 31 de janeiro de 1970, resume a história de um dos nossos conterrâneos - político, sindicalista e autarca.
Tudo começou nos tempos da monarquia…
Dizem as palavras escritas no antigo “Século”, "Diário de Notícias" e “A Comarca de Arganil”, que "... José Custódio Gomes era irmão de António, Manuel, Albano e Adriano, todos barrilenses. Foi para Cacilhas, Almada, ainda jovem, abraçou a profissão de corticeiro, e aí constituiu família.
“Como republicano, desde 1884, e depois como socialista, foi um dos fundadores do Centro Republicano de Cacilhas e fundou a Associação dos Corticeiros. Fez parte de diversas vereações, antes e depois da proclamação da República, tendo sido também, em determinado período, administrador de concelho".
Faleceu no dia 2 Abril de 1929. O funeral foi acompanhado por mais de 500 pessoas.
A sua memória ocupa lugar de destaque na história do concelho de Almada e, porque não, na história da nossa terra…” - escreve AIACO.
José Custódio Gomes  é uma das "Figuras Ilustres” da casa/museu “OS BARRILENSES SÃO ASSIM”.

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Alargamento da rua U.P.B.A. em 2013

Entre outras intervenções de inequívoca importância na vida da comunidade do Barril de Alva, o alargamento da rua União e Progresso do Barril de Alva, junto à "casa do Gens", ao Casal Cimeiro, é referência maior do desempenho das competências do último executivo da Junta de Freguesia do Barril de Alva, "...extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada à freguesia de  Coja para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Coja e Barril de Alva com sede em Coja" (Wikipédia).
O problema do trânsito no local levou décadas a ser resolvido. Em 2013, através do diálogo, foi possível sensibilizar a proprietária do edifício, que anuiu às pretensões do executivo da Junta de Freguesia (e da população, naturalmente...).
A obra foi executada no começo do primeiro mandato do executivo da União de Freguesias de Coja e Barril de Alva.


terça-feira, 9 de agosto de 2022

AABA: "chegou o carteiro"



Como barrilense  e  “decorador da montra” que é a Casa/Museu, onde se guardam memórias - das que se perdem no tempo se não forem preservadas em letra de forma, ou através de imagens sentimentais, de uma ou outra peça de culto, ou como personalidades de reconhecido gabarito sem as quais a minha aldeia nunca teria passado de um “sítio” sem merecimento no mapa de Portugal - decidi por conta própria divulgar o singelo espaço museológico, inaugurado no passado dia 24 de Julho, essencialmente junto de duas “famílias”: a barrilense e a comunidade AABA.
A maioria dos Autocaravanistas Amigos do Barril de Alva, permanece fiel ao gosto de viajar, embora ausente (?) da “casa mãe”. Tentar o seu regresso, ainda que esporádico, fez com que ativasse a “distribuição de correio, porta a porta”…
No topo da missão a que me proponho, não com a frequência de outros tempos e sem qualquer interferência na gestão da ASA local (da competência da União das Freguesias de Coja e Barril de Alva), “ faço de carteiro”, escrevo e envio “cartas”- cartas “amorosas”, é bom de ver, dado que o assunto é - será! – o Barril de Alva, “…no desejo de melhorar a terra onde nascemos, que é, para os nossos olhos, muito diferente das outras” - Alberto Martins de Carvalho, “irmão” barrilense, nas décadas de 20 e 30 do século passado um dos grandes vultos intelectuais de Coimbra, privando com nomes como Miguel Torga (a quem apresentou Fernando Vale), Paulo Quintela, Vitorino Nemésio, José Régio e outros.
Na verdade, aos olhos da alma, a nossa terra “é sempre a mais bonita e melhor” do que qualquer outra...
Volto a Alberto Martins de Carvalho, patrono da Biblioteca de Coja.
Em 1934, escreveu no Jornal "A Comarca de Arganil", um artigo que intitulou "Uma Terra da Beira", a propósito do desenvolvimento do Barril Alva, de onde respigo uma pequena parte:
“…porque me falta o à vontade ao escrever sobre Barril d’Alva, coisa parecida a lançar a público um autoelogio…
Salva-me em parte o facto de haver lá, como noutras povoações, um grupo de homens dedicados e voluntariosos que se deram o encargo de tornar conhecido o que há de bom, o que se faz, o que deve ainda fazer-se.
Esse “Secretariado de Propaganda Local” poupa-me o trabalho ingrato de contar – melhor seria dizer “cantar”… - as belezas e superioridade desta aldeia ribeirinha do Alva. Muito louvavelmente se vão desempenhando de tal missão e reconheço que a gratuidade dos seus esforços não é isenta de sacrifícios, de dissabores”. *
- ”Quem faz o pode, faz o que deve”, repetia vezes sem conta o mestre Fernando Vale.
… e é “isto”, o assunto desta “carta”.

-
Calbertoramos